Governo de SP fecha acordo nos EUA para exposições holográficas no MIS Experience em 2020

São Paulo também propôs parceria com Netflix para produção de conteúdo audiovisual

O Governador João Doria assinou na quarta-feira (20), durante o primeiro dia da missão internacional à Califórnia, um acordo com a Hologram Brasil para a realização de duas exposições holográficas no MIS Experience em 2020. Além disso, está prevista a transferência da tecnologia, de modo que o MIS poderá capacitar criadores brasileiros na nova tecnologia e criar conteúdo próprio.

“Viemos oferecer para a indústria do entretenimento, cinema, games, shows e documentários suporte e apoio dos municípios e do Governo do Estado de São Paulo. Além de ampliar as condições para que essas produções internacionais possam ser realizadas em São Paulo”, disse Doria.

O acordo foi assinado durante visita à Base Entertainment, empresa norte-americana que desenvolveu uma avançada tecnologia para espetáculos e exposições holográficas, que se juntou às empresas brasileiras Dream Factory e Opus para criar a Hologram Brasil, com sede em São Paulo.

A primeira exposição será sobre a evolução da holografia, dos primórdios até a tecnologia da Base Entertainment. A segunda será sobre dinossauros, com curadoria de Jack Horner, consultor da série de filmes Jurassic Park.

“A nova empresa formada por essas três empresas é a Hologram Brasil, que vai funcionar em São Paulo, criando, desenvolvendo e apresentando conteúdos, usando a tecnologia de holografia”, afirmou o Secretário da Cultura, Sérgio Sá Leitão. A comitiva também conta com a Secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen.

No local, Doria se reuniu com executivos da norte-americana Base Entertainment: o CEO Brian Becker; o Presidente da Base Hologram, Tim Warde; o Diretor do MIS, Cleber Papa; a Diretora de Conteúdo da Opus Promoções, Noemia Matsumoto; o Presidente da Opus Promoções, Carlos Konrath; a CEO da Dream Factory, Duda Magalhães; e o CEO da joint-venture Base-Opus, Lawrence Magrath.

Netflix

A equipe do Governo do Estado também visitou a sede da Netflix, onde a empresa confirmou investimento de R$ 350 milhões para produção de conteúdos no Brasil em 2020. Além disso, o Governador propôs uma parceria com a TV Cultura. O objetivo é que a emissora auxilie na construção de estúdios e cessão de equipamentos e profissionais para apoiar a criação de novas produções da empresa norte-americana, entre séries e longas-metragens.

“Esta proposta pode aquecer o mercado audiovisual e gerar mais empregos para profissionais da área em São Paulo. Apoio total à cultura e economia criativa em São Paulo”, disse o Governador. Participaram da reunião o co-fundador e CCO da empresa, Ted Sarandos e os diretores Paula Pinha e Steve Solot.

“A sede da Netflix está em Alphaville. É lá que eles querem ter estúdios para que essas produções sejam feitas. Já estamos negociando com eles uma parceria com a TV Cultura, para que a emissora construa estúdios que serão utilizados pela Netflix nessas produções originais, feitas em regime de coprodução, com produtoras independentes de São Paulo”, afirmou Sá Leitão.

Investimentos

A comitiva de São Paulo também esteve na sede da AT&T e Warner Media, que está em processo de fusão. A expectativa é de que o grupo invista cerca de R$ 1 bilhão no Brasil nos próximas dois anos.

“Os maiores estúdios do mundo pertencem à AT&T, uma empresa com mais de 100 anos de existência na produção de cinema, documentários, vídeos e séries. No Brasil, a AT&T é dona da SKY, está finalizando a compra da HBO e são donos da Warner, que possui escritório em São Paulo. Temos uma expectativa de que invistam cerca de R$ 1 bilhão em São Paulo através das empresas SKY, HBO para os anos de 2020 e 2021”, disse o Governador.

Na AT&T e Warner Media, a equipe se reuniu com o vice-presidente Facundo Recondo, a vice-presidente sênior Karim Lesina, e o diretor de assuntos externos Piero Bonadeo.

“É um investimento que já está projetado e que depende da aprovação, no Brasil, da fusão entre a AT&T e Warner Media. Essa fusão já foi aprovada em 17 países e estão operando, conjuntamente, em 18 países. O Brasil é o único país onde a fusão ainda não foi aprovada. Isso depende de uma decisão da Anatel que estão em discussão e será votada no dia 12 de dezembro”, afirmou Sá Leitão.

Segundo Sá Leitão, no momento que a fusão for aprovada, o investimento será confirmado e destinado à infraestrutura e produções locais para cinema e a nova plataforma de streaming HBO Max, que será lançada, nos EUA nos próximos meses. Trata-se de uma plataforma global de conteúdo, mas com muita ênfase em produções locais.