Comitê Gestor apresenta os avanços na reforma do Museu do Ipiranga

Além do andamento das obras, foram discutidos o planejamento museológico, a captação de recursos e a divulgação

Fonte: Governo do Estado de São Paulo

O Comitê Gestor responsável pelo projeto de restauração do Museu do Ipiranga promoveu uma reunião com representantes da Universidade de São Paulo (USP), do Governo do Estado e das empresas patrocinadoras para apresentar os avanços na reforma do edifício-monumento. O encontro aconteceu nesta terça-feira (11), na capital.

“A parceria com as instituições mostra que estamos desenvolvendo um novo conceito de incentivo à cultura e à educação no Brasil. O Museu do Ipiranga é um símbolo nacional que representa o surgimento do Brasil como nação independente, por isso, em 2022, no bicentenário da Independência, esperamos entregar um novo museu ao público, um novo conceito de museu histórico”, salientou ao Jornal da USP o reitor universidade, Vahan Agopyan.

O Escritório Pinheiro Neto Advogados, um dos parceiros patrocinadores, foi representado pelos sócios Fernando Prado Ferreira e José Carlos Meirelles. “Nosso interesse por esse projeto está no DNA do escritório. O próprio Pinheiro Neto sempre teve a preocupação de retribuir à sociedade um pouco do que recebeu, por isso, para nós, poder contribuir com a reforma do Museu do Ipiranga é muito importante”, explicou José Carlos Meirelles, membro da Comissão de Responsabilidade Social do escritório, ao Jornal da USP.

Durante a reunião, também foi firmado um convênio entre a Fundação Banco do Brasil – representada pelo presidente, Ascepius Ramatiz Lopes Soares – e o Museu do Ipiranga para a doação de R$ 12 milhões destinados à criação das novas exposições da instituição. Os recursos serão investidos na conservação e restauro das quatro mil peças que serão expostas, além de decoração dos espaços e compra de mobiliário.

Novo Museu do Ipiranga

Depois de finalizada a reforma, o Museu do Ipiranga contará com 5.456 metros quadrados de área expositiva, dividida em 43 ambientes para exposições de curta e longa duração.

A professora Vânia Carneiro de Carvalho, que coordena o Grupo Executivo de Museologia, apresentou as diretrizes que guiarão as futuras exposições e que abordarão questões históricas ligadas à formação da nação brasileira, disputa de territórios, paisagem urbana e ambiente doméstico e do trabalho, com itens do próprio acervo e também emprestados de outras coleções.

A diretora do museu, Solange Ferraz de Lima, falou sobre as ações culturais e de divulgação que já estão acontecendo e devem se intensificar até a reinauguração, como visitas guiadas no museu em obras, oficinas, palestras e minicursos. “Nosso desafio é ampliar cada vez mais a divulgação, tanto na imprensa quanto nas redes sociais, para que a sociedade entenda a importância de um museu histórico como esse não só para a cidade de São Paulo, mas para o Brasil”, ressaltou ao Jornal da USP.

“Além de ser um dos principais museus históricos brasileiros, o Museu do Ipiranga é um museu universitário e suas atividades de ensino, pesquisa e extensão continuam ininterruptamente. Apenas a parte expositiva está fechada para a reforma”, enfatizou o reitor da USP.

Obra

Sobre o andamento da obra, o superintendente do Espaço Físico da USP, Francisco Ferreira Cardoso, disse que as atividades preliminares como instalação de tapumes, andaimes e canteiros, o remanejo de árvores e o acompanhamento arqueológico estão sendo concluídas e, em breve, terão início a restauração da fachada sul e a construção de um Pavilhão de Informações.

O coordenador do Escritório de Desenvolvimento de Parcerias da USP (DePar), Rudinei Toneto Júnior, finalizou a apresentação com os dados atualizados de recursos captados e previsão de gastos no decorrer dos três anos de projeto.

Restauração

Inaugurado em 7 de setembro de 1895, como museu de História Natural e monumento à Independência do Brasil, o Museu do Ipiranga integra a USP desde 1963. Foi fechado para visitação do público em 2013 e a expectativa é que seja reaberto em setembro de 2022, para a celebração do bicentenário da Independência do Brasil.

Com duração de 30 meses, a obra deve custar cerca de R$ 139,5 milhões e é patrocinada via Lei de Incentivo à Cultura pelas seguintes empresas: Banco Safra, Bradesco, Caterpillar, Comgás, Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), EDP, EMS, Honda, Itaú, Vale, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e Pinheiro Neto Advogados. Conta, ainda, com a parceria da Fundação Banco do Brasil e da Caixa.

No término da intervenção, o museu estará completamente renovado e ampliado. O edifício seguirá as normativas atuais de infraestrutura, acessibilidade, sustentabilidade e segurança, com equipamentos especiais para a prevenção de incêndios.